terça-feira, 8 de outubro de 2013

Testemunho Maria Lopes, Ramada


Olá!
O meu nome é Maria, tenho 15 anos de idade e faço parte da Igreja Baptista da Ramada. Cresci no ceio de uma família católica e, por isso, fui baptizada com poucos meses de vida. Aos 5 anos entrei para a catequese onde permaneci até aos meus 13 anos. Passei toda a minha infância a ouvir que Deus era bom, mas nunca tinha compreendido o verdadeiro significado dessas palavras, pois para mim não era nada demais ser-se bom. No meu entender todos aqueles que não estavam na prisão eram bons e o facto de Deus ser bom não era razão suficiente para O considerarmos especial.
Durante todos esses anos nunca senti uma vontade genuína em ir à Igreja ou em aprender acerca da Sua palavra... sinceramente, eu ia apenas porque cresci a ouvir que era indubitavelmente necessário ir e porque nunca me tinha questionado sobre o porquê de ser assim tão fundamental. Contudo, aos 13 anos comecei a fazê-lo, deixei de me sentir conformada com o que me tinha sido incutido e quis deixar de ir à Igreja Católica porque ao avaliar os meus amigos que não eram cristãos e ao avaliar-me a mim mesma, eu não encontrei qualquer tipo de diferença. E, se realmente ser cristão significava ser igual ao mundo, eu preferi viver como uma “católica não praticante”, dizendo que acreditava em Deus pois interessavam-me os benefícios de uma vida cristã (como a eternidade, um Pai presente, rico em misericórdia e em amor) mas ao mesmo tempo envergando pelos caminhos do mundo, satisfazendo os desejos da minha carne. E vivi assim até aos meus 15 anos.
E com essa idade tomei a decisão mais importante da minha vida. Tudo começou quando uma amiga minha me convidou para ir a um acampamento na Palavra da Vida. Fui apenas porque sim... uma parte de mim queria divertir-se, outra queria conhecer novas realidades e outra ansiava por descobrir o porquê de considerarem Deus ser bom como algo especial. Querem saber uma coisa? Todas essas partes foram plenamente satisfeitas. Diverti-me muito, conheci jovens da minha idade com vidas transformadas, a trabalharem arduamente para me proporcionarem um bom tempo, mas não só. Foi lá que pela primeira vez abri uma Bíblia e me esforcei para a entender e foi lá que percebi que ser-se bom era algo especial porque nenhum ser humano era bom. E foi nessa altura que me comecei a examinar, percebi que era pecadora e que isso me separava de Deus. E se assim era, então eu não podia estar segura da minha salvação se vivia misturada com o mundo. E o que em 15 anos tentei entender, ali entendi em apenas uma semana. Compreendi que estava a viver uma vida afastada de Deus e que o castigo do meu pecado seria a morte. Assim, o facto de eu não ter encontrado nenhuma diferença entre mim (que era cristã) e os meus amigos (que não o eram), não era algo normal acontecer... era verdadeiramente um problema que partia de mim. Eu tinha que ser diferente e não o era. Eu não aceitei a Cristo nessa semana, porque percebi ser uma decisão importante e perene e queria tomá-la de forma ponderada. Fui para casa, e fui-me melhorando agindo como uma filha de Deus, ou pelo menos tentando, porque ainda durante algum tempo falhei em muita coisa e segui caminhos diferentes daqueles que o Senhor tinha para mim. Mas a cada dia, eu sentia uma motivação cada vez maior para seguir firme no meu criador. Até que senti paz no meu coração e entendi que era o momento certo para tomar aquela decisão. E tem sido maravilhoso aquilo que tenho recebido por escolher Deus em 1º,2º,3º,4º,5º,... lugar na minha vida, Ele responde às minhas orações e eu sinto-me mais segura que nunca. O meu próximo passo será o baptismo e o meu objectivo diário é manter um bom testemunho junto da minha família, dos meus amigos, dos meus professores e até mesmo daqueles que desconheço pois é a possibilidade de eles verem em mim algo de extraordinário que os leva a quererem ser como eu, filhos de Deus, e aproveitar ao máximo as oportunidades que o Senhor me dá para compartilhar as Boas-Novas com todos eles. E tem sido realmente muito agradável ver Deus a usar-me para alcançar todas essas pessoas. É um privilégio ser um instrumento nas Suas mãos.

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
Mateus 5:16

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