sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Testemunho Isabel Quiala, Queijas

Para quem não me conhece, chamo-me Isabel Quiala e sou uma pessoa cuja reação para tudo é rir. Descobri que muitos não sabem qual é a minha igreja. Uns pensam que sou da Igreja Baptista da Ramada, outros de Arruda dos Vinhos, alguns de Loures, uns tantos de Miratejo, e até mesmo de Linda-a-Velha, mas estão todos errados porque eu sou membro da Igreja Baptista de QUEIJAS!
A minha amada mãe sempre me levou à igreja, por isso, desde muito pequena que oiço falar de Deus. A minha mãe tem um papel de elevada importância na minha vida espiritual, não só por me dar uma educação que tem como base a palavra de Deus, mas por ter-me dirigido aos pés de Jesus. Quando era pequena, todas as noites a minha mãe contava-me uma história com aplicação bíblica. 
Uma noite a história foi sobre um rapaz cuja mãe o tinha mandado lavar as janelas. Como qualquer outro rapaz, o objetivo era livrar-se da tarefa o mais rápido possível para poder ir brincar. E assim foi, o rapaz lavou rapidamente as janelas e foi brincar. A mãe do rapazito, ao verificar se o filho tinha cumprido o seu dever, percebeu que ele tinha lavado apenas o lado de fora, o lado de dentro das janelas estava totalmente sujo. Ou seja, as janelas continuavam sujas. A mural da história é que não importa o quão bonito, limpo e agradável o nosso “lado de fora” possa ser se o nosso “lado de dentro” estiver sujo, se o nosso coração estiver coberto pelo pecado. A minha mamã disse também que todos os que estão sujos por dentro vão para o inferno, mas que Deus ama-me tanto que enviou o seu filho para morrer em meu lugar. Jesus, através do seu sangue, é o único que poderia limpar o meu coração. 
Naquela noite eu percebi quatro coisas: 1 - Que era pecadora; 2 – Que o meu pecado separa-me de Deus; 3 – Que o castigo por ser pecadora é ir para o inferno; 4 – Que o sangue de Jesus é o limpa-corações, assim como a chave para que eu possa ficar com Deus. E foi assim que, com quase 5 anitos, eu aceitei Jesus como meu Salvador. 
Sempre que me lembro dessa noite é impossível não sorrir. Eu fui para o meu quarto, sentei-me na cama, e orei a mesma coisa de maneiras diferentes umas cinco vezes. Orei a primeira vez e nada aconteceu, segunda e nada, terceira e nada, e por aí adiante. Eu pensei que não estava a fazer na maneira certa. A minha linda mãe disse-me que devia pedir perdão dos meus pecados e convidar Jesus para morar em mim, e era o que eu estava a fazer, mas não senti nada. Eu estava à espera de sentir alguma coisa, ou ver um clarão de luz muito forte, ou um tremor de terra, sei lá, alguma coisa. Eu fui falar com a minha mãe e ela disse-me que a transformação é gradual. Na altura não percebi.
Foi assim que eu aceitei Jesus como meu Salvador, e, até sensivelmente aos meus catorze quinze anos, Ele era apenas isso, o meu Salvador, aquele que me livrou do fogo do inferno. Nessa altura várias coisas mudaram na minha família, coisas que na altura achei bem, e agora vejo que não foram benéficas, e outras que achei que eram más de todo, mas que com o distanciamento temporal agora vejo que foi o melhor. Nessa altura de mudanças e transições eu comecei a pensar que realmente só tinha aceitado Jesus como meu Salvador, mas não como meu Senhor. Percebi que, na verdade, eu não estava a viver a vida que Deus queria que eu vivesse. 
Foi nessa altura que comecei a ter um relacionamento chegado com Deus, a passar tempo em oração, a estudar a Sua palavra e a conhecer mais Dele, a pensar no propósito da minha vida, e a encarar os ministérios da igreja com mais seriedade. Naquela altura eu senti o chamado de Deus para o campo missionário. 
Primeiramente lutei contra as evidências, até mantive segredo. Até que pensei: Deus é soberano e de uma maneira ou outra a sua vontade vai acabar por se cumprir, e é um privilégio poder servi-Lo, não faz sentido eu lutar contra uma bênção maravilhosa. Com o passar do tempo apercebi-me que o que Deus quer de mim não é aquilo que eu sempre pensava. Eu não tenho de esperar para ser missionária, eu já sou. 
O conceito que eu tinha de um missionário alterou-se completamente.  Para mim, todo o crente é missionário, no sentido em que todos fomos chamados para ir e pregar o evangelho. 
E nem sempre ir é ir. Ir pode ser ficar. Ir pode ser trabalhar em igrejas que já existam e ajudar em todo ministério em que surgir oportunidade. 
E isso mudou totalmente a minha postura em relação ao serviço dentro do corpo da igreja. Porque eu pensava que só estaria a cumprir o meu chamado depois de casar com alguém que quisesse ser missionário e fossemos os dois fundar igrejas. Mas não. Deus mostrou-me que agora é o tempo para trabalhar para Ele. Eu não preciso de esperar por ninguém para o fazer.
Quando o crente está compenetrado em fazer a vontade de Deus e a segui-Lo, Satanás não dá descanso. A luta que temos de travar diariamente para nos mantermos de pé é real, e, como devem imaginar, a minha caminhada, assim como a vossa, não é fácil. Houve quedas, umas maiores que as outras. Cada uma deixou a sua marca na minha alma. Umas fizeram apenas arranhões, algumas feridas, e outras até me deixaram inconsciente, mas Deus ainda é fiel na minha infidelidade. 
Deus usou cada um dos meus deslizes para me moldar, ensinar, transformar e dirigir.
Durante muito tempo Filipenses 4:13 foi o meu versículo de eleição, mas, com as voltas que a vida dá, Salmos 40:1 é agora o alento para a minha alma. “Esperei com paciência no Senhor, e Ele ouviu o meu clamor.” 
Deus vos abençoe e guarde sempre, meus amados.

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