sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Testemunho de Pedro Wagner, Linda-a-Velha

Olá! Sou o Pedro Wagner, tenho 19 anos e frequento a Igreja Baptista de Linda-a-Velha. Desde muito novo que lá vou todos os domingos e é lá que estão as pessoas com quem cresci e que, consequentemente, me são mais próximas. A esse grupo fantástico de pessoas digo o que Paulo disse aos Coríntios: "Alegro-me porque, em tudo, posso confiar em vós." (II Coríntios 7:16). Obviamente este estilo de vida (seguidor de Cristo) influenciou muito a minha vivência e é sobre isso que vou falar neste texto. 
Converti-me muito novo, com 5 anos. Como devem imaginar, é tudo bastante vago na minha mente, mas lembro me bem de algumas coisas que aconteceram nesse dia. Lembro-me de estar na sala a jantar com a minha irmã (3 anos mais velha), de a ver orar antes de comer e de a imitar. Ela, então explicou-me que eu não podia orar porque não tinha aceite Jesus na minha vida. Ao saber isto, decidi que queria aceitar Jesus para poder orar e a minha mãe ajudou-me nesse processo. Certamente não entendi por completo as implicações que a minha decisão tinha e quão grande era a dádiva que tinha recebido (como ainda hoje não compreendo), mas uma coisa eu sabia e sei: eu sou pecador e só por intermédio do sacrifício que Jesus fez por mim na cruz é que posso chegar a Deus, um Deus Santo e Todo-Poderoso e glorificá-Lo com a minha vida.
À medida que ia crescendo fisicamente, também crescia espiritualmente (umas vezes mais do que outras; e também houve momentos em que regredi). Entre os meus amigos da igreja, sempre houve uma grande vontade de ter conhecimento bíblico e lembro-me de falar com alguns sobre como seria interessante ingressar no Seminário Teológico Baptista (daqui em diante "STB") para estudar algumas cadeiras lá lecionadas. Graças a Deus, este desejo foi crescendo em mim sem eu me aperceber sequer.
Dos meus 15 aos 17 anos trabalhei afincadamente para um dia me poder tornar um percussionista profisional (para quem possa não saber, são os músicos que tocam xilofones e tambores) e isso era para mim algo inquestionável. Até que comecei a questionar essa opção e a pensar noutras hipóteses. Num "momento de loucura" cheguei a equacionar a opção de estudar no STB a tempo inteiro, mas rapidamente desisti dessa ideia porque não achei correto estudar Teologia para fugir da Música.
A vida continuou, assim como os meus planos de ser percussionista. Mas com o passar do tempo, decidi que independentemente de ser percussionista ou não, iria licenciar-me também em Teologia pelo STB, se Deus o permitisse. Vivi feliz com esta ideia durante bastante tempo, até que me apercebi que, por diversos motivos, teria de optar e escolher ou um ou outro. Nesta altura, estava a poucos meses de me candidatar a um curso superior de música. Mas graças a Deus, a decisão não foi assim tão difícil e optei por Teologia, porque sabia que o que queria para a minha vida era servir Deus a "full-time".
Terminei o último ano do conservatório plenamente certo de que no ano seguinte estaria a estudar no STB. Mais uma vez vivi feliz com essa ideia por algum tempo, até que sensivelmente um mês antes do início das aulas me apercebi que não podia ter a certeza que ia entrar no STB porque (pensando logicamente) não tinha como pagar as propinas e a estadia. Foi a primeira vez na minha vida em que não pude fazer nada para além de ver Deus a trabalhar. Mas se diz na Bíblia que "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." (Filipenses 2:13), certamente Ele iria providenciar algo. No dia seguinte a ter esta pequena crise, um amigo ofereceu-se para me dar estadia, porque vive a 5 minutos do STB. Um problema estava resolvido, agora só faltava o dinheiro para as propinas. Esse amigo é o Rui Ribeiro e agradeço muito a Deus pela sua vida e oro para que Ele o continue a guiar e sustentar.
Sabia que a minha igreja me ia apoiar, ou pelo menos havia essa hipótese. Mas isso só seria discutido na Assembleia Geral no final de Setembro. A conselho de várias pessoas inscrevi-me sem saber como iria pagar, mas sabendo que havia a boa probabilidade de ganhar uma bolsa. Isso não aconteceu. Mais uma vez os planos de Deus eram mais altos. Não aconteceu porque nem sequer me candidatei à bolsa. Não me candidatei à bolsa porque pela graça de Deus a minha igreja decidiu financiar os meus estudos teológicos integralmente. À minha igreja deixo as palavras de Paulo aos filipenses: "Dou graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações, pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." (Filipenses 1:3-6).

Para concluir, quero deixar dois versículos. Primeiro o versículo que mais me tem acompanhado ao longo dos últimos tempos: "Aquele que diz que está unido a Deus tem de seguir o caminho que Jesus seguiu." (I João 2:6. BPT). E para terminar, acho importante relembrar que toda a glória pertence a Deus e que por mim próprio nunca existiria este testemunho sequer. "Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR." (Jeremias 9:23, 24).

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